Jude Law e Jonh Malkovich dois atores que não necessitam apresentações. Nove episódios muito interessantes.
A sátira extravagante do diretor italiano Paolo Sorrentino brinca com a vaidade e arrogância papal, a corrupção no mais alto escalão do Vaticano, a homossexualidade de padres, o assédio sexual entre freiras e até com cardeais pedófilos em busca de perdão.
Nas palavras do realizador: “Se é engraçado, por que, não? Não existem tabus ou limites na minha imaginação”, contou o diretor napolitano de 49 anos, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro com “A Grande Beleza” (2014), ao desdenhar da alta sociedade romana.
Não incomoda Sorrentino o facto de o Vaticano condenar o retrato burlesco da Igreja na série. O “Observador Romano”, o jornal da cidade do Vaticano, reclamou da “frivolidade ao tratar dos dogmas da fé católica” e do “olhar cáustico sobre a cúria do Vaticano”. O autor do texto, o teólogo espanhol Juan Manuel de Prada, também identificou “perfídia” na abordagem do diretor.

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