The New Pope

 

Jude Law e Jonh Malkovich dois atores que não necessitam apresentações. Nove episódios muito interessantes.

Lenny Belardo é um jovem cardeal, gentil e não muito influente na Igreja. Abandonado no orfanato quando criança, Belardo é continuamente atormentada pelo abandono e desenvolveu um relacionamento muito turbulento com  e Deus. Inesperadamente, ele é eleito papa aos 47 anos de idade por um cardeal que acha que encontrou um fantoche manipulável. No entanto, Belardo, com o nome de Pio XIII, será um evasivo e controvertido papa que não está inclinado a ser comandado.

O realizador Paolo Sorrentino sendo italiano foi um pouco ciritcado. Na lista de “pecados”, um papa narcisista e bronzeado a passear por uma praia veneziana usando apenas uma fato de banho cueca branca, ao lado de mulheres de biquíni que o cobiçam. À noite, freiras de camisolas ainda dançam sensualmente sob luzes estroboscópicas diante do crucifixo gigante e fluorescente do monastério, como se estivessem em numa discoteca.

A sátira extravagante do diretor italiano Paolo Sorrentino brinca com a vaidade e arrogância papal, a corrupção no mais alto escalão do Vaticano, a homossexualidade de padres, o assédio sexual entre freiras e até com cardeais pedófilos em busca de perdão.

Nas palavras do realizador: “Se é engraçado, por que, não? Não existem tabus ou limites na minha imaginação”, contou o diretor napolitano de 49 anos, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro com “A Grande Beleza” (2014), ao desdenhar da alta sociedade romana.

Não incomoda Sorrentino o facto de o Vaticano condenar o retrato burlesco da Igreja na série. O “Observador Romano”, o jornal da cidade do Vaticano, reclamou da “frivolidade ao tratar dos dogmas da fé católica” e do “olhar cáustico sobre a cúria do Vaticano”. O autor do texto, o teólogo espanhol Juan Manuel de Prada, também identificou “perfídia” na abordagem do diretor.

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