Russel Crowe e Joaquin Phoenix num filme épico. O filme “O Gladiador” reúne o passado e o presente, para fazer-nos refletir e analisar o contexto histórico e cultural, bem como observar como lhes atribuímos sentidos. O enredo retrata o ano de 180 d.C aproximadamente, e um dos principais personagens é o comandante do exército de Roma, Máximo, que prepara os seus soldados para impedir a invasão dos bárbaros germânicos. Depois da vitória, o imperador Marco Aurélio reconhece que saíram vitoriosos graças à lealdade do exército ao general Máximo e, como recompensa, oferece-lhe o comando do seu reinado. Mas o filho do imperador, Cômodo (Phoenix), supostamente mata seu próprio pai antes que ele nomeasse Máximo para ser seu sucessor e assume o comando do império romano.
Cômodo por não aceitar a reação de Máximo que se recusa a servi-lo da mesma maneira que servia ao seu pai, manda executá-lo, mas este engana os soldados e foge. Cômodo com sede de vingança manda matar sua família, torturando e crucificando-os. Máximo ao chegar a sua casa encontra a mulher e o filho mortos e queimados, por estar muito ferido, logo é capturado por uma tribo e torna-se escravo, tendo que se submeter às diversas lutas, travando batalhas sangrentas no coliseu, pois era a mais nova forma que os romanos tinham para seus divertimentos.
Vamos continuar com os spoilers.
Ao saber que Cômodo estava no poder do império, Máximo se dispôs a vingar o assassinato de sua família. Contudo era preciso, primeiramente triunfar para ganhar a confiança da plateia, lutando por uma causa pessoal, mas levando muitos benefícios ao povo. Cômodo ao perceber que estava sendo traído pela sua irmã, que estava a favor de Máximo, resolveu executá-lo, de forma desleal, no coliseu perante o povo romano.
No final do filme,
Máximo e Cômodo enfrentam-se na arena, ocorrendo assim a morte de ambos.
Deixando o reinado de Roma para o seu sobrinho que depois de adulto reinaria. O
filme mostra-nos que o império romano não era somente uma máquina de guerra,
com interesses de dominação, mas deixa explícita a situação político-social de
Roma. O contexto histórico está baseado num período de decadência de valores,
onde a corrupção estava infiltrada no Senado e entre a maioria dos governadores.
O
imperador Marco Aurélio desejava outro destino para os romanos (esta parte do
filme é um argumento de David Franzoni, porque na história real foi inspirada
por uma descoberta de um túmulo em 2008. Segundo a notícia da Globo,
apesar do personagem do filme ser também um favorito de Marco Aurélio e de se
envolver em batalhas com o imperador no século 2 d.C., as semelhanças acabam
aí. O general romano não teria sido vendido como escravo para depois retornar a
Roma um gladiador vingativo como o personagem da ficção.
Nesta perspectiva,
Cômodo chega a decretar que haverá jogos por mais de 300 dias, de modo a
entreter a população para que não se rebelassem contra os desmandos da época.
Era normal nessa época, criar movimentos de diversão em arenas, onde a
carnificina aconteceria para divertir a plebe e a realeza; contrariando a
vontade do antigo imperador que tinha proibido os espetáculos de violência onde
gladiadores lutavam até a morte. O filme evidencia através de suas cenas
brutais como as pessoas se deixam enganar pelo poder.
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