A banda desenhada de Snowpiercer criado por Jacques Lob, Benjamin Legrand, Olivier Bouquet e Alexis Nolent é algo genial. O coreano Bong Joon Ho pega na história e faz um filme memorável com Tilda Swinton, Chris Evans, Jamie Bell, Ed Harris, Kang Oh Song, John Hurt e tantos outros. Depois de uma tentativa falhada de combater o aquecimento global, a Terra entra em mais uma Idade do Gelo. Os poucos que sobrevivem conseguem-no porque embarcam num gigantesco comboio, o Snowpiercer. Este é dotado de uma locomotiva de movimento perpétuo e nunca pára de percorrer os 438 mil quilómetros de um circuito ferroviário que atravessa todos os continentes.
As elites viajam nas carruagens da frente, com todas as mordomias e privilégios, enquanto os mais pobres penam na cauda do comboio. Existe também um ditador, Wilford, em nome do qual é feita propaganda destinada a manter uma rigorosa ordem. Mas há uma grande inssurreição iminente...
O primeiro filme ocidental de Bong Joon-ho ("Mother" e "The Host") baseado numa banda desenhada francesa, leva a clássica pirâmide de classes do capitalismo para dentro de uma locomotiva condenada ao moto perpétuo.
Um filme sobre revoltas e revoluções onde a ação, mas sobretudo a sátira têm um papel fundamental. Um cast internacional para um dos mais interessantes filmes pós-apocalípticos dos últimos anos.
Um grupo de pesquisadores cria um experimento capaz de pôr fim à ameça do aquecimento global, mas seus planos não saem como o planejado e eles acabam eliminando quase toda a vida da Terra, que, por sua vez, transforma-se em um deserto de gelo. Os únicos sobreviventes vagam pelo planeta a bordo de um trem chamado Snowpiercer, mas nem todos estão conformados com a situação. Com isso, uma revolução está prestes a eclodir.
O filme produz uma série em 2020. Daveed Digs, Jennifer Connely e tantos outros atores fazem parte desta série. O protagonista é Andre Layton (Daveed Diggs), o último detetive de homicídios do mundo, que faz parte da classe da cauda do comboio — a última carruagem, onde conseguiram entrar as pessoas que não tinham bilhete (e que, portanto, não pertenciam à camada milionária da população).
Tal como no filme de 2013, as guerras entre classes sociais — numa analogia hiperbolizada da sociedade capitalista — estão em grande destaque. E os protagonistas são as pessoas comuns da cauda do comboio, que vivem em circunstâncias miseráveis.
Apesar de a produção televisiva também partir do filme, há várias coisas diferentes. Por exemplo, a descoberta sobre as “barras de nutrição” é um dado adquirido na série. Por outro lado, a identidade misteriosa de Wilford, o criador e líder do comboio, que vive na locomotiva, está envolta em mais secretismo nesta história.
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