Interstellar

 



Christopher Nolan já tem em carteira diversos filmes como Tenet, Inception, Dunkirk, etc. É a primeira vez que escrevemos sobre as obras de Nolan e concerteza que iremos abordar os outros filmes também.

Nós, os humanos estamos todos juntos compartilhando o mesmo lar e deveríamos tentar manter sustentável nossa existência, não matando uns aos outros a longo prazo, mesmo que indiretamente. Que planeta Terra entregaremos às próximas gerações?

mudança climática parece ser muito real e, com base na continuação dessa condição insustentável para a humanidade. Procuramos outros locais. Num futuro distópico não muito distante, imaginem nossa Terra assolada constantemente por freqüentes tempestades de areia e pragas que destroem nossas plantações. Todos os anos temos tempestades, vulcões em Las Palmas. Um futuro onde a maior preocupação não é discutir a eleição presidencial e sim arranjar a comida para o dia seguinte.

É um filme complexo. Um belo dia, pai e filha descobrem que a NASA ainda existe. E o melhor: uma civilização avançada havia presenteado o Sistema Solar com um Worm Hole em Saturno. Ao lado da bela astrobióloga Amelia Brand (Anne Hathaway), Cooper aceita participar da missão de resgate dos cientistas que atravessaram o buraco de minhoca. Tais cientistas se dividiram em várias expedições para encontrar um novo lar para nossa espécie em outra galáxia.


Problema: em qual o planeta ir primeiro?

Além da questão do combustível, há um buraco negro próximo e que faz com que horas de viagem possam demorar décadas terrestres. A chamada dilatação do tempo na física relativística. Fica o dilema: encontrar um planeta habitável e salvar a espécie humana ou cancelar o resgate para ainda poder rever a família na Terra?

Murph, a filha do protagonista agora já é adulta (Jessica Chastain) e pode ser a chave para solucionar a equação do Professor Brand (Michael Caine): como retirar milhões de pessoas da Terra e levá-las a outro planeta?

Dos filmes mais fantásticos que vimos. O físico teórico Kip Thorne participou da elaboração de Interestelar como consultor e produtor executivo. Ele acompanhou a elaboração dos efeitos especiais para que ficassem tão fiéis às teorias científicas quanto possível.

Mas nem tudo é realista em Interestelar. Há uma inevitável dose de fantasia no filme. Veja duas coisas que acontecem nele mas seriam impossíveis na realidade (o texto adianta cenas que vão acontecer no filme e pode estragar algumas surpresas, mas não conta o final, é claro):

O Worm Hole

Em Interestelar, a nave Endurance viaja através de um Worm Hole, uma espécie de atalho espacial produzido por uma dobra no espaço-tempo. Este fenomeno foi previsto teoricamente por Albert Einstein e Nathan Rosen em 1935, mas nunca foi observado na prática.

Jeffrey Kluger, autor do livro Apolo 13, que serviu de base para o filme homônimo, observa que o buraco de minhoca de Interestellar jamais poderia estar onde foi colocado no filme. Num artigo no site Time, ele diz:

É necessário um objeto massivo para gerar um campo gravitacional suficiente para dobrar o espaço-tempo. O objeto do filme teria de ser o equivalente a 100 milhões de sóis como o nosso.

Dependendo de onde no universo você colocasse um objeto com essa massa, ele faria um estrago considerável nos mundos vizinhos – mas isso não acontece no filme.

Buraco negro rotativo

Parte de Interestelar se passa num sistema planetário que tem um buraco negro rotativo em seu centro. É um corpo celeste extremamente denso, que é chamado de Gargantua.

O fortíssimo campo gravitacional do buraco negro produz dilatação do tempo, fenômeno previsto por Einstein na teoria da relatividade geral. Para os astronautas próximos a Gargantua, o tempo passa mais lentamente do que para as pessoas que estão na Terra.

No entanto, o astrônomo Robert Naeye observa, no site Sky & Telescope, que nenhum humano conseguiria chegar tão perto de um buraco negro e sair ileso:

Viajar tão perto de um desses monstros seria letal. O filme mostra um disco luminoso de gás em torno dele, anda que não haja nenhuma fonte óbvia (como uma estrela) de onde o gás estaria vindo. Raios X de alta energia vindo do disco fritariam a espaçonave e seus ocupantes humanos.

Outros detalhes

Há outros detalhes do filme que contrariam as leis da física. O astrónomo Phil Plait observa, no site Slate, que planetas girando em torno de um buraco negro não poderiam ser habitáveis.

Afinal, para que um planeta seja habitável, é necessário que haja alguma fonte de energia luminosa por perto, ou seja uma estrela. Um buraco negro não serve como fonte de energia, é claro.

Outro problema é o oceano que cobre um dos planetas. Plait observa que o potente campo gravitacional do buraco negro produziria marés tão fortes que poderiam partir o planeta ao meio.

Mas ele admite que não demonstrou isso matematicamente. Assim, há uma chance de que o planeta pudesse suportar a supergravidade de Gargantua.´

Este vídeo mostra mais detalhes.

 


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