Um enredo um pouco confuso com Robert Dwoney Jr. Um homem meio francês, meio vietnamita que serviu como espião para as forças comunistas durante a Guerra do Vietname. As filmagens parecem de telefilme.
Acreditamos que o livro seja fanatástico, mas a adaptação para nós não foi bem conseguida. O público português não o síndrome do Vietname e por isso não compreendemos
Concebido como sendo uma confissão coagida de um prisioneiro político, o livro conta em analepse a história de um militar dos serviços secretos sul-vietnamita, filho de um padre católico francês e de uma vietnamita, imediatamente antes da conquista de Saigão pelo exército comunista, em 1975, e depois o exílio nos EUA, em Los Angeles, o seu regresso ao país natal como guerrilheiro contra o regime, a sua captura e encarceramento.
O militar do exército do Vietname do Sul, agente duplo a favor do Vietname do Norte, permanece sem nome em todo o romance, apenas sendo por vezes interpelado como "Capitão", desde a queda de Saigão, passando pelos campos de refugiados e a imigração para Los Angeles, a sua actividade esporádica como consultor na rodagem de um filme nas Filipinas e, finalmente, o seu retorno e posterior prisão no Vietname. Um crítico vietnamita observou que com o livro os leitores têm a oportunidade de obter uma nova perspectiva sobre a guerra do Vietname que contrasta com a veiculada pelos mitos de Hollywood.[8]
O narrador, o "Capitão", vive numa série de dualidades por vezes contraditórias: é mestiço (mãe vietnamita e pai sacerdote católico francês), foi criado no Vietname mas frequentou a universidade nos EUA, e é uma toupeira norte-vietnamita apesar de ser amigo de militares sul-vietnamitas e de um agente norte-americano da CIA. Durante a iminente Queda de Saigão, ele, como ajudante de campo de um general, organiza um voo de última hora como parte da Operação Vento Constante, para garantir a sua fuga, a do seu melhor amigo Bon e a do general. Quando estão a embarcar no avião de fuga, o grupo de fugitivos é atacado tendo morrido a esposa e o filho de Bon junto com muitos outros.
Em Los Angeles, o General e alguns antigos oficiais sul-vietnamitas desmoralizam rapidamente, desiludidos por uma cultura estranha e pela queda da sua posição social. O General tenta recuperar alguma dignidade abrindo o seu próprio negócio, uma loja de bebidas alcoólicas. Por sua vez, o Narrador obtém emprego numa universidade, e relaciona-se sexualmente com a sua colega nipo-americana Mori, e depois aproxima-se de Lana, a filha do General. Enquanto vive nos Estados Unidos, o Narrador envia para Paris cartas em tinta invisível para Man, um revolucionário norte-vietnamita e controlador enquanto espião do Narrador, fornecendo a este informações sobre as tentativas do General de criar um exército de guerrilha. A regressão social e a desumanização na sociedade norte-americana levam o General a elaborar planos para constituir um exército de expatriados sul-vietnamitas para derrubar o regime comunista do Vietname.
O Narrador entretanto é contratado como conselheiro na rodagem dum filme sobre a Guerra do Vietname chamado "The Hamlet", que considera uma oportunidade de mostrar os múltiplos lados da guerra e para dar aos vietnamitas uma participação no enredo. No entanto, trabalhando no local das filmagens nas Filipinas, o Narrador não só não consegue contrariar a representação romanceada e enganosa da guerra pelos norte-americanos, como quase morre quando os explosivos de uma cena explodem antes de tempo. Ele tem dúvidas sobre se a explosão foi apenas um erro, já que o realizador do filme não gosta muito dele.

Comentários
Enviar um comentário