Ward (William Defoe) e Anderson (Gene Hackman) são dois agentes de idades e temperamentos distintos. A pronúncia sulista de Anderson e a sua idade denotam o seu conservadorismo. Este filme de Alan Parker é uma obra prima.
Já Ward é um agente novo que assume um papel mais progressista. Contudo, ambos os agentes estão na mesma página quanto ao crime hediondo que lhes cai em mãos.
A conjuntura social e política do país, nesta altura, justifica o fosso que existia entre brancos e negros. Quando um grupo terrorista como o Ku Klux Klan (KKK) espalhava o terror e assassinava membros da comunidade negra, os direitos humanos básicos surgiam em segundo plano. Membros deste grupo, enraizados nos órgãos de justiça e nas estações policiais em grande parte dos estados sulistas americanos, destruíam a democracia que há muito queria brotar no país.
E quando a dor e sofrimento da comunidade negra americana surge no grande plano, a música nunca vem sozinha. O gospel e soul nas vozes impactantes de afro-americanos ecoa pelas igrejas negras e transpiram esses sentimentos em forma de arte. As melodias surgiam, também, em imagens cujo objetivo era demonstrar a força e resistência negra em momentos como marchas e lutas físicas.
Talvez a frase do Mayor de Mississippi resume o caráter social e político de Mississipi em Chamas: “O resto da América não tem importância nenhuma. Vocês estão no Mississippi agora”. A longa-metragem pode ser considerada um retrato de uma América sulista atrasada e mergulhada num ódio profundo que nunca recuperou da Guerra Civil.
A conjuntura social e política do país, nesta altura, justifica o fosso que existia entre brancos e negros. Quando um grupo terrorista como o Ku Klux Klan (KKK) espalhava o terror e assassinava membros da comunidade negra, os direitos humanos básicos surgiam em segundo plano. Membros deste grupo, enraizados nos órgãos de justiça e nas estações policiais em grande parte dos estados sulistas americanos, destruíam a democracia que há muito queria brotar no país.
E quando a dor e sofrimento da comunidade negra americana surge no grande plano, a música nunca vem sozinha. O gospel e soul nas vozes impactantes de afro-americanos ecoa pelas igrejas negras e transpiram esses sentimentos em forma de arte. As melodias surgiam, também, em imagens cujo objetivo era demonstrar a força e resistência negra em momentos como marchas e lutas físicas.
Talvez a frase do Mayor de Mississippi resume o caráter social e político de Mississipi em Chamas: “O resto da América não tem importância nenhuma. Vocês estão no Mississippi agora”. A longa-metragem pode ser considerada um retrato de uma América sulista atrasada e mergulhada num ódio profundo que nunca recuperou da Guerra Civil.
Um bom filme com Gene Hackman, Willem Dafoe, Frances Mcdormen, o grande R. Lee Hermey e muitos outros.
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