O título em inglês Primal Fear, neste filme de Gregory Hoblit. A atuação de Edward Norton é fenomenal. O corpo do arcebispo de Chicago é encontrado nu, desmembrado e apunhalado 78 vezes. Um rapaz do coro, Aaron Stampler (Edward Norton, um dos actores-revelação desse ano, nomeado para um Óscar na categoria de melhor actor secundário), é encontrado pela polícia coberto em sangue e com a arma do crime na mão.
Apesar de tudo apontar para a culpabilidade de Stampler, Martin Vail (Richard Gere) decide pegar no caso por lhe parecer, primeiro, que o rapaz é inocente e, segundo, que é o tipo de julgamento que o colocará nas primeiras páginas dos jornais. O cliente de Vail é um rapaz doce e tímido, com um grave problema de gaguez, que encanta a psiquiatra Molly Arrington (Frances McDormand). O advogado começa então a procurar motivos para alguém ter morto o bispo daquela forma. Acaba por se ver no meio de um ninho de corrupção e em confronto com a procuradora de justiça e sua ex-namorada Janet Venable (Laura Linney). "A Raiz do Medo", de Gregory Hoblit, que lançou internacionalmente a cantora portuguesa Dulce Pontes com a “Canção do Mar”, é um filme denso com um desfecho imprevisível.
O final (Spoilers)
A cena final do filme quando Vail veio visitar Aaron na prisão e Aaron agradeceu ao seu advogado por lhe ter salvo a vida no tribunal. No entanto, quando ele estava prestes a sair, Vail percebeu que o vitorioso vilão Aaron estava mentindo, levando a sua confissão perturbadora. Vail percebeu que Aaron não estava dizendo a verdade quando lhe disse para pedir desculpas pelo seu ataque à procuradora Janet Venable (Laura Linney) no tribunal. Aaron afirmou que sempre que “Roy” assumiu o controlo de sua mente e começou a magoar as pessoas, ele desmaiou e não guardou nenhuma memória disso.
Mas quando Aaron pediu a Vail que se desculpasse por atacar Venable, isso significava que ele deve ter se lembrado do que fez. A princípio, Vail assumiu que isso significava que nunca houve um Roy, mas seu cliente desonesto o corrigiu: “Nunca houve um Aaron” na cena que cimenta A Raiz do Medo como um dos melhores filmes de Norton. A personalidade violenta de Roy era a verdadeira personalidade de Aaron o tempo todo, e o doce e ingénuo que ele apresentou a Vail era apenas uma atuação. Aaron sentiu-se à vontade para expor a verdade a Vail porque o juiz já havia dispensado o júri e decidido declará-lo inocente por motivo de insanidade, o que significa que ele seria enviado para um centro psiquiátrico, não para a prisão.
A música de Dulce Pontes Canção do Mar é fenomenal.

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