A tradução do título do filme "Fight Club é estranha e o inglesismo deve imperar sobre todas as circunstâncias. O Clube de Combate é o título em português, mas pouco importa porque o filme para a redação é fenomenal.
Jack (Edward Norton) é um jovem executivo , trabalha como investigador de seguros, mora confortavelmente, mas ele está ficando cada vez mais insatisfeito com sua vida medíocre. Para piorar ele está enfrentando uma terrível crise de insônia, até que encontra uma cura inusitada para o sua falta de sono ao frequentar grupos de auto-ajuda. Nesses encontros ele passa a conviver com pessoas problemáticas como a viciada Marla Singer (Helena Bonham Carter) e a conhecer estranhos como Tyler Durden (Brad Pitt). Misterioso e cheio de ideias, Tyler apresenta para Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais.
Este filme já foi alvo de muitas dissertações e na altura em que saiu David Fincher cozinhou um prato digno de um restaurante Michellin. O romance original Fight Club de 1996 escrito por Chuck Palahniuk. Segue-se a experiências de um protagonista sem nome, lutando contra a insônia. Inspirado pela observação exasperada de seu médico que a insônia não é sofrimento, o protagonista encontra alívio por representar uma pessoa gravemente doente em vários grupos de apoio. Em seguida, ele encontra um homem misterioso chamado Tyler Durden e criam um clube de luta clandestino.
A adaptação de Fincher foi metódica. Os direitos do romance de Palahniuk foram adquiridos pela produtora da 20th Century Fox Laura Ziskin, que contratou Jim Uhls para escrever a adaptação do filme. Fincher foi um de quatro directores considerados; foi eventualmente contratado devido ao seu entusiasmo pelo filme. Fincher desenvolveu o roteiro com Uhls e procurou conselhos de escrita do elenco de outros na indústria cinematográfica. O director e o elenco o compararam aos filmes Rebel Without a Cause e The Graduate. A intenção de Fincher com a violência de Fight Club foi a de servir como metáfora ao conflito entre uma geração de pessoas jovens e o sistema de valores da publicidade. O realizador copiou o tom homoerótico do romance de Palahniuk para manter a audiência desconfortável e desviar a atenção da surpresa do final do enredo.
Executivos do estúdio de cinema não gostaram do filme, e reestruturaram a campanha de marketing intencionada por Fincher para reduzir as perdas antecipadas. Fight Club não atingiu as expectativas do estúdio nas bilheteiras, e recebeu reacções polarizadas dos críticos, que elogiaram suas atuações, direção, temas e ambiguidade moral, mas criticaram sua violência. O jornal The Guardian viu-o como um prenúncio de mudança da vida política americana, e descreveu o seu estilo visual como inovador. O filme tornou-se mais tarde um sucesso comercial com o lançamento do DVD, que estabeleceu Fight Club como um filme cult e é considerado um dos maiores e mais influentes filmes de todos os tempos.

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