Este filme onde Mel Gibson investiu muito da sua criatividade é fenomenal. Críticos na Guatemala repudiaram o filme, por este mostrar e fazer crer que o povo Maia era cruel e tudo mais. Historicamente dentro da religião maia, julgava-se que os sacrifícios humanos eram importantes para garantir que os deuses estivessem satisfeitos e garantissem o funcionamento do universo. Este povo costumava sacrificar prisioneiros de guerra e pessoas que entregavam-se voluntariamente ao sacrifício. O arqueólogo Nicholas J. Saunders afirma que os governantes dessa sociedade organizavam milícias com o propósito único de aprisionar grandes guerreiros de cidades vizinhas para sacrificá-los.
Em todas as sociedades de todas as regiões do mundo faziam sacrifícios, Vikings, Romanos, Egípcios, Sumérios, Mongóis e não podemos negar que numa certa altura tais actos eram aceites e mesmo nos dias de hoje com a guerra da Ucrânia temos os mesmos sacrifcios.
Voltemos ao filme. Mel Gibson quer tocar-nos e não é por acaso que coloca uma jovem india bonita e grávida em perigo logo no início do filme. O ser humano tem um instinto de proteção a pessoas grávidas e neste momento ficamos agarrados ao enredo.
Como qualquer povo no mundo os Maias tem boas coisas e coisas menos boas. A Civilização Maia durou 2 mil anos e dominavam a astronomia e conseguia uma agricultura em locais inóspitos. Tinham uma linguagem com 800 hieroglifos e tinham uma coisa muito importante, o domínio do tempo. Quando os Espanhóis chegam em 1500, no século XVI, já a civilização estava em declínio.
É esta história que Mel Gibson nos conta a história de um casal que é capturado por Chefe tribal mais forte com o fim de ser sacrificado numa grande pirâmide. A história é simples, o filme é fabuloso.
A genialidade está na cabeça de Mel Gibson, nos momentos em que o nosso "Herói" que apenas quer sobreviver vai percorrer uma jornada digna de uma epopeia grega. Recebeu três indicações para os Óscares, nas categorias de melhor som, melhor edição de som e melhor maquilhagem.

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