É daqueles filmes que nos comovem e que nos tocam na alma. Pi Patel é um jovem indiano, cujo pai é dono de um jardim zoológico na Índia. Com o objetivo de dar uma vida melhor para a sua família, o seu pai decide vender os animais na América do Norte e se mudar para o Canadá. Durante a longa viagem, uma tempestade causa o naufrágio do navio que transportava Pi, a sua família, os animais e o resto da tripulação.
O jovem Pi é a única pessoa que sobrevive e encontra um bote salva-vidas, que compartilha com uma zebra ferida e um orangotango. Uma hiena que se encontra no mar entra no bote, matando a zebra e o orangotango. Dentro do bote estava também Richard Parker, um tigre de bengala, que mata e come a hiena. Desta forma, restam apenas dois ocupantes no bote: o jovem Pi Patel e Richard Parker.
Neste filme, são contadas duas versões da mesma história, uma com metáforas e uma versão original de como tudo aconteceu.
No final do filme, é revelado que a versão da história com os animais é uma modificação criada pelo Pi da versão original. Nesta versão, os animais representam pessoas que sobreviveram ao naufrágio juntamente com o Pi Patel. O orangotango era a mãe do Pi, a zebra era um marinheiro, a hiena era o cozinheiro e o tigre representava o próprio Pi. Ou seja, algo horrível aconteceu no bote salva-vidas: o cozinheiro matou o marinheiro e a mãe de Pi, sendo depois morto por ele.
O jovem indiano criou uma história diferente para disfarçar a brutalidade da realidade, de tal forma que essa passou a ser considerada pela mídia como a versão verdadeira.
O adulto Pi Patel pergunta ao escritor qual das versões ele gosta mais, e ele responde que gosta mais da segunda. Aprendemos assim que nós escolhemos naquilo que vamos acreditar e isso tem uma influência em como vamos viver as nossas vidas.
O filme As aventuras de Pi foi baseado em um livro lançado em 2001 pelo escritor Yann Martel.

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