Sete Dias Sem Fim este filme tinha a pretensão de ser uma comédia trágica, com a presença de Adam Driver esperava mais, mas o realizador de Dead Pool fez um filme ok
Se na vida sempre temos boas surpresas, algumas pautas também podem ajudar a clarear julgamentos precipitados para quebrar certos preconceituosos. É o caso de Sete Dias Sem Fim dirigido por Shawn Levy, uma dramédia simpática e ideal para curtir durante o isolamento. É o filme bem-intencionado, que defende os valores familiares corretos, contudo sem exagerar na xaropice ou lição de moral. Em tempos ausentes de empatia, é um sopro de leveza ver Levy construir uma narrativa empática, de fácil acesso para curtir no conforto da sua casa, ao lado de pessoas queridas e uma tigela de pipoca para saborear, enquanto se esbalda com os conflitos disfuncionais de uma típica família americana neurótica.
Sete Dias Sem Fim acompanha Judd Altman (Jason Bateman, de “Ozark“) que no dia do aniversário da esposa, a flagra na cama com seu chefe. Se o azar não fosse pouco, ele recebe a triste notícia através da sua irmã Wendy (Tina Fey, de “Meninas Malvadas”) que o pai deles acabou de falecer. Os dois juntamente com os outros irmãos, Paul (Corey Stoll, de “O Primeiro Homem“) e Philip (Adam Driver, de “Star Wars”) são forçados a voltar para a casa da sua infância e viver sob o mesmo teto juntos por uma semana para cumprir o último desejo do pai, a realização do Shiva, uma cerimônia judaica de sete dias de reclusão em luto pela morte de um ente querido. Juntam-se a eles, a mãe Hillary (Jane Foda, de “Nossas Noites”) e uma variedade de cônjuges, filhos, vizinhos e ex Escrito por Jonathan Tropper, a partir do seu livro homônimo, Sete Dias Sem Fim revela as neuroses da família americana e seus conflitos, além de expor os impasses e as imperfeições dos laços da vida

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