Spike Lee Grande parte do triunfo de BlacKkKlansman passa pelo humor que o cineasta colocou para falar de coisas bem sérias (e aqui sente-se de novo a proximidade de Peele), ainda que inspirado na história verídica de um negro que, nos anos 70, se infiltra no KKK e chega à mais alta patente da organização local.
O filme tem inúmeros pontos de interesse, como o discurso inflamado dos Black Panthers, o jogo entre John David Washington, capaz de imitar um Kings English e o jive negro, e o ‘judeu’ Adam Driver, que se converte quase em nazi, para ‘enrolar’ o klansman local David Duke (Topher Grace). Pelo meio, há ainda pesadas referências cinéfilas, com chamadas de atenção para clássicos com conteúdo racista, como a cena de E Tudo o Vento Levou com que o filme abre e, mais adiante, o assinalar do racismo de David Wark Griffith, no majestoso O Nascimento de uma Nação. Ou até a invocar em jeito de brincadeira alguns títulos assumidamente blaxploitation, como Foxy Brown, Shaft, Super Fly, entre outros.

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