1968, Planeta dos Macacos (em inglês: Planet of the Apes) é uma franquia de mídia de ficção científica americana que consiste em filmes, livros, séries de televisão e outras mídias sobre um mundo onde seres humanos e macacos inteligentes se confrontam. A série começou com o autor francês Pierre Boulle na novela de 1963 La Planète des Singes. A adaptação para o cinema de 1968, Planet of the Apes, foi um sucesso comercial e de crítica, iniciando uma série de sequências, tie-ins, e obras derivadas. Arthur P. Jacobs produziu a série sob APJAC Productions até sua morte em 1973; desde então, a 20th Century Fox possuía a franquia. E agora em 14 de Dezembro de 2017 a Walt Disney Company tem os direitos sobre a franquia, depois da venda da 20th Century Fox para a Disney.
Os argumentos dos variados filmes tem origem numa sátira sobre o jornalista francês Ulysse Mérou que embarca numa viagem a um distópico planeta onde criaturas humanas animalescas e escravizadas por uma avançada espécie de macacos. As espécies de macacos são dividas em classes: gorilas como oficiais militares, chimpanzés como cientistas e orangotangos como políticos. Eventualmente, Mérou descobre que humanos já dominaram o planeta antes de serem desbancados pelos macacos. A mensagem central da trama é de que a inteligência humana não é definitiva e poderia retroceder.
Quatro continuações seguiram o filme original entre 1970 e 1973: De Volta ao Planeta dos Macacos (Beneath the Planet of the Apes, 1970), de Ted Post; Fuga do Planeta dos Macacos (Escape from the Planet of the Apes, 1971), de Don Taylor, Conquista do Planeta dos Macacos (Conquest of the Planet of the Apes, 1972) e A Batalha no Planeta dos Macacos (Battle for the Planet of the Apes), 1973), de John Lee Thompson. A série também gerou duas séries de televisão: Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1974), em live action, e o desenho animado De Volta ao Planeta dos Macacos (Return to the Planet of the Apes, 1975). Planos para um filme remake paralisaram em um "inferno do desenvolvimento" por mais de dez anos antes de Planeta dos Macacos (2001), de Tim Burton, mas será só 10 anos depois que virá nova série de filmes: a reboot foi iniciada com Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011), de Rupert Wyatt, e Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes, 2014), de Matt Reeves. Em seguida Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes), de Matt Reeves, lançada em 3 de agosto de 2017. Todas essas versões têm, por sua vez, conduzido a outras mídias e tie-ins de merchandising, incluindo livros, quadrinhos, videogames e brinquedos.
Planeta dos Macacos teve uma grande influência sobre muitos filmes, mídia e arte, bem como a cultura popular e discurso político.
A saga teve início com o romance La planète des singes, do autor francês Pierre Boulle, lançado em 1963. Boulle escreveu a narrativa em seis meses após observar "expressões humanizadas" de gorilas no zoológico que o levaram a contemplar as relações entre homens e primatas.[1] O romance foi grandemente influenciado pelos enredos fantasiosos dos séculos XVIII e XIX, especialmente As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift. É um dos vários trabalhos de Boulle em que fica evidente a presença de ficção científica e o enredo gira em torno do colapso da raça humana pela tecnologia excessiva, apesar de Boulle rejeitar ser rotulado como autor do gênero, preferindo o termo "fantasia social".
Remake Parte 1
Em 2001 Tim Burton, é estrelado por Mark Wahlberg, Tim Roth, Helena Bonham Carter, Michael Clarke Duncan, Paul Giamatti e Estella Warren. Com trilha sonora de Danny Elfman e roteiro baseado no livro La planète des singes de Pierre Boulle.
O filme conta a história da chegada do astronauta Leo Davidson em um planeta habitado por macacos humanóides inteligentes. Os macacos tratam os humanos como escravos, mas com a ajuda de uma macaca chamada Ari, Leo inicia uma rebelião.
Sinopse
No ano de 2029, a bordo da estação espacial Oberon, da Força Aérea dos Estados Unidos, o astronauta Leo Davidson trabalha em estreita colaboração com os primatas, que são treinados para missões espaciais. Seu parceiro favorito de trabalho é um chimpanzé chamado Pericles. Com uma forte tempestade eletromagnética aproximando-se da estação, uma pequena nave espacial pilotada por Pericles é usada para sondar a tempestade. A nave de Pericles entra na tempestade e desaparece. Contra as ordens de seu comandante, Leo entra em outra pequena nave e sai em busca de Pericles. Ao entrar na tempestade, Leo perde contato com a Oberon e cai em um planeta desconhecido no ano 3002. Ele descobre que tal mundo é dominado por macacos humanóides com uma comunidade bem estruturada, que podem falar a linguagem humana e que caçam e escravizam os seres humanos.
Leo é logo capturado, junto com outros humanos nativos, por um grupo de macacos que os levam a uma cidade para serem vendidos por Limbo, um orangotango comerciante de escravos. Leo conhece então uma chimpanzé fêmea, batizada de Ari, que protesta contra o tratamento horrível que os humanos recebem. Ari decide comprar Leo e uma mulher chamada Daena para que eles trabalhem como empregados na casa de seu pai, o senador Sandar. Leo escapa de sua jaula e liberta outros seres humanos. Ari percebe a fuga, mas Leo consegue convencê-la a ajudá-lo em sua causa. Leo faz uma rebelião humana contra os macacos e desenvolve um triângulo amoroso com Ari e Daena. O general Thade e o coronel Attar convocam exércitos de macacos e saem em busca dos humanos fugitivos. Leo descobre Calima (o templo de "Simos"), um local proibido, porém sagrado para a religião dos macacos.
Sem concordar com a opressão imposta aos homens, Leo torna-se uma ameaça potencial ao estatuto dos primatas e dá início a uma revolução social no planeta.
Remake Parte 1
No século 21, Hollywood voltou a se interessar pelos personagens e o diretor Tim Burton lançou Planeta dos Macacos (2001), estrelado por Mark Wahlberg, Helena Bonham Carter e Tim Roth. O filme não foi muito bem recebido pela crítica, apesar de ter tido um impressionante retorno das bilheterias, e mesmo assim ideias para novas sequências foram logo descartadas. No entanto, utilizando a moderna técnica de captura de movimentos, os macacos voltaram à tela grande dez anos depois em Planeta dos Macacos: A Origem (2011), de Rupert Wyatt. O elenco contava com James Franco, Freida Pinto e um elogiado trabalho de captura de movimentos de Andy Serkis. Este “reboot” da série teve uma sequência chamada Planeta dos Macacos: O Confronto (2014), dirigida por Matt Reeves e estrelada, mais uma vez, por Serkis e ainda Jason Clarke, Gary Oldman e Keri Russell. Em 2017, surge o terceiro capítulo intitulado Planeta dos Macacos: A Guerra (2017), com o acréscimo de Woody Harrelson como vilão.
Planeta dos Macacos: A Guerra, o filme de 2017, para nós foi o mais bem concebido e é consequência dos anteriores. Dois anos passaram-se[6] desde que Koba, um bonobo que odiava humanos, atacara os humanos sobreviventes de um vírus global em São Francisco. Este mesmo vírus que matou 98% da população mundial, fez símios tornarem-se sapientes. Liderados por César, estes organizaram-se num clã e serão forçados a lutar contra uma facção militar do que restou das forças armadas americanas, conhecida por Alpha-Omega. Ela tem em seu comando um misterioso e impiedoso coronel, quem subordina macacos anteriormente leais ao Koba. Estes são derogatorialmente chamados "jumentos".
Um ataque feito por um pelotão Alpha-Omega numa colonia símia é repelido quando César agrupa seus macacos numa forma defensiva. Capturando vivo um soldado chamado Preacher, três outros soldados e um gorila "jumento" chamado Red, César explica que ele executara Koba em decorrência da guerra e deseja paz entre as espécies. Ele então liberta os soldados, na esperança que sua atitude de misericórdia irá demonstrar ao coronel que seus macacos não são selvagens. Em seguida, Red escapa, ferindo o gorila albino Winter.
Enquanto cerimonialmente despede-se dos macacos mortos na batalha, César recebe de volta seu filho mais velho, Olhos Azuis, e seu tenente Rocket duma longa jornada. Olhos Azuis relata que eles encontraram um local após um deserto onde seria ideal a eles. Winter, inseguro, acredita que o clã deve partir imediatamente. Embora concordando em partir, César sente que precisam se preparar antes. Naquela noite, o Coronel lidera uma equipe de soldados para se infiltrar no lar dos macacos. Achando ter sucedido, o coronel prepara-se para ir embora quando é encontrado por César. Enfurecido ao ver que o homem matou sua esposa Cornelia e filho, ele falha ao tentar prevenir a fuga. Após o ataque os macacos não conseguem mais encontrar Winter.
Na manhã seguinte, o clã prepara-se para migrar para o lar seguro. Deixando seu filho mais novo Cornelius, nos cuidados da esposa de Olhos Azuis Lake, César sai em busca de vingança enquanto servindo de distração para os macacos. Acompanhado pelo seu melhor amigo orangotango Maurice, o gorila tenente Luca, e Rocket, eles entram numa vila abandonada onde matam um soldado desertado em defesa própria. Buscando recursos na vila o grupo encontra uma menina muda. Maurice a adota e se torna seu amigo, lhe dando uma boneca de pano.
Numa praia em frente a um acampamento militar, os macacos avistam Winter numa barraca e descobrem que ele se voluntariou para ser um "jumento." Dentro da barraca, César o escuta dizer que o Coronel partiu para a fronteira para se encontrar com soldados ao norte. Winter tenta pedir socorro, mas antes os macacos o seguram e César acidentalmente o asfixia. Na manhã os soldados deixam o acampamento e o grupo os segue. No caminho, avistam que alguns soldados levaram tiros e foram largados a beira da morte. Ao examinarem um soldado vivo, é revelado que este é mudo como a menina. Morrendo de seus ferimentos, César mata-o como um ato de misericórdia.
Escalando no pico duma torre de rádio, os macacos buscam descobrir a direção em que os soldados viajaram. Durante isso, uma figura coberta rouba um de seus cavalos, e os macacos o perseguem. Acabando em uma hospedaria, de uma antiga estação de esqui, eles fazem a figura revelar-se: era um chimpanzé chamado "macaco mau". Eles surpreendem-se ao ver que o macaco era inteligente, mas de um zoológico. Enquanto acampando com o macaco-mau, descobrem que este conhecia a fronteira, e ele concorda em dirigi-los para lá. O grupo alcançam a fronteira onde vêem uma instalação de quarentena. Ao tentarem pegar uma visão mais próxima, Luca é morto por uma patrulha dalguns soldados. Um César enraivecido decide prosseguir sozinho para que não haja mais mortes.
Na instalação, César descobre que Alpha-Omega capturou sua tribo e estes estão sendo forçados a trabalhar na construção de um muralha, sem água ou alimentos. César é capturado por Red, quem o leva ao coronel. O coronel diz que ele pretendia matar César ao invés de seu filho e esposa. Com uma atitude desafiadora, César faz os outros animais pararem da trabalhar, e o coronel ameça matá-lo para fazê-los voltarem ao trabalho. César deduz que o coronel está barricando a instalação logo que os outros militares são contra ele por matar seus próprios homens. César é comentado pelo coronel por sua inteligencia, quem revela que a gripe símia sofreu mutação e o humano que a transporta regride para um estado primitivo ao ponto de ficar mudo. Quando seu único filho fora contaminado, o coronel matou-o e ordenou seus homens matar qualquer um infectado ou que recusa sua decisão. Um sobrevivente dessa purga contou a milícia do norte que enviou todos seus homens para retirar o coronel de seu comando. Finalmente, o coronel declara que eles está no meio de uma guerra santa pela sobrevivência da humanidade.
César é torturado com fome para que seu clã trabalhe. A menina muda esgueira-se na instalação para levar ao César água, ração e sua boneca de pano. Para que ela não seja encontrada, Rocket condena-se a ser preso como forma de distração. No próximo dia o coronel vê que César continua vivo, e confisca sua boneca ao encontrá-la na jaula. Juntos, César e Rocket são capazes de bolar uma escapatória através dum túnel subterrâneo que leva pra fora das grades. No túnel, Maurice nomeia a menina de "Nova", e juntamente com o macaco mau usam a saída para resgatar os macacos, no entanto César ainda vai em busca do coronel por vingança, assim como a instalação é atacada pelo exército nórdico. César encontra o coronel adoecido pelo vírus presente pelo contato com a boneca de Nova. César escolhe não matar o Coronel, no lugar o assiste cometer suicídio com sua pistola.
Os macacos que escaparam são apanhados na guerra entre os dois exércitos. Red vê os macacos serem atingido e começa a duvidar sua aliança com os Alpha-Omegas. César tenta explodir um grande tanque de combustível para destruir as forças Alpha-Omega por trás, mas é atirado por uma besta de Preacher (soldado antes solto por César). Red usa um lançador de granadas para matar Preacher, salvando César, mas é em seguida atirado por um soldado. César consegue explodir o tanque e escapa da instalação, consumida por uma cascata de explosões. O vitorioso exercito do norte notam César, mas antes de poderem matá-lo são devastados por um avalanche. Os macacos carregando Nova, sobrevivem escalando os pinheiros ao redor. Em seguida atravessam o deserto para encontar um oásis. Enquanto eles desfrutam seu novo lar, Maurice descobre o ferimento fatal da flecha no César. Maurice promete dizer ao Cornelius quem fora seu pai, e o que ele fez pela tribo. César então silenciosamente padece aos seus ferimentos, morrendo pacificamente enquanto Maurice e depois os macacos o observa. Andy Serkis que faz de Cesar encarna bem o papel.
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