Sábado chuvoso e no canal memória está a dar o "Fúria de Viver". James Dean e por incrível que pareça até é um filme politcamente correto. foi o filme que construiu, definitivamente, o mito de James Dean que já tinha morrido quando "Fúria de Viver" se estreou na América. Mas dizer que "é um filme de James Dean" é pouco, já que também lá estão Natalie Wood e Sal Mineo. Além do mais, em tudo "Fúria de Viver" "é um filme de Nicholas Ray" provavelmente, o mais comovente dos filmes de Ray. É no prodigioso "scope" (que o cineasta utilizava como ninguém) que está coreografada esta assombrada dança da adolescência, este encontro cósmico de três almas gémeas que querem fugir do mundo que os rodeia a América puritana dos anos 50 para construírem um mundo só deles.
No filme Jim não gosta que lhe chamem "medroso" ou chicken em inglês, Na verdade Jim tem medo de confrontar os seus medos. Inspirados no comportamento de Aristóteles, foi criado o Complexo de Aristóteles para classificar as pessoas egocêntricas e arrogantes, que acham que são melhores que os outros a nível intelectual.
As pessoas com este complexo colocam-se em intermináveis e, algumas vezes inúteis, discussões apenas para mostrarem que estão certas, e que são mais inteligentes do que aqueles ao seu redor. Um de seus principais objetivos é ganhar reconhecimento e admiração por sua inteligência.
Relembramos que a disputa entre os personagens é sobre algo trivial e fazem uma prova onde o 1º a sair do carro numa corrida num penhasco é o medroso, o "chicken".
O Buzz que cai na ravina é que não consegue sair devido ao cinto de segurança. Em termos criminais Jim não tem culpa, mas a sociedade quer o Homem a ser Homem e o dilema do filme é soberbo. Platão o jovem disfuncional, que vê Jim como uma figura paternal é apenas um jovem que comete o erro de levar uma arma.
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