Todo os Santos de Newark


 A série Sopranos que analisámos aqui já tinha acabado em 2007 e em 2021 temos este filme que é a prequela. Ray Liotta, Jon Bernthal, Corey Stoll, Michael Imperioli, Vera Formigo e Alessandro Nivola são os atores mais conhecidos.

O ano de 1967 teve uma série de conflitos raciais entre negros e italianos em Newark, a cidade Nova Jersey. É justamente nesse cenário que o jovem Tony Soprano dá seus primeiros passos rumo à chefia de uma das mais poderosas organizações criminosas dos Estados Unidos.

 Temos diversas personagens icônicas, entre elas vale a pena destacar o detestável Junior Soprano, aqui vivido por Corey Stoll, e a insuportável Livia Soprano, vivida por uma Vera Farmiga com desnecessárias próteses no rosto, além de introduzir um considerável ecossistema de novos personagens, notadamente “Hollywood Dick” Moltisanti e seu irmão gêmeo Salvatore “Sally” Moltisanti (ambos vividos por Ray Liotta em versões bem trabalhadas pelo departamento de maquiagem e cabelo), respectivamente pai e tio de Dickie, Giuseppina Moltisanti (Michela De Rossi), nova esposa italiana de Hollywood Dick que se torna amante de Dickie, e, talvez principalmente, Harold McBrayer (Leslie Odom Jr.), ambicioso associado de Dickie que, depois que os conflitos raciais de 1967 eclodem em Newark (uma das diversas outras localidades americanas em que isso aconteceu quase que simultaneamente), passa a querer criar sua própria organização criminosa.

Julgamos que a ideia do argumento é construir uma “escada” hierárquica de cima para baixo de eventos importantes que refletem na formação de Tony Soprano ao final da década de 60, com ele ainda vivido por William Ludwig e, depois de uma elipse, por Michael Gandolfini, no começo da década de 70, tendo seu pai ausente (mesmo quando presente) Johnny Soprano (Jon Bernthal) como a forma mais direta de aproximá-lo do tio Dickie.

Não estragou a imagem que o público em geral tem da série e é de facto um bom filme.

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