No verão de 2016, a América estava em polvorosa. As eleições presidenciais estavam ao virar da esquina e as campanhas de Donald Trump e Hillary Clinton partiam o país ao meio. Um dos temas quentes era a violência policial de que a população afro-americana era vítima uma e outra vez, numa sucessão de casos sem fim que denunciava essencialmente dois problemas estruturais nos EUA: o racismo e o sentimento de impunidade que este faz grassar nas forças de segurança diante de cidadãos não-brancos. Foi o início de problemas numa linha temporal de crescimento económico.
Particularmente activo naquela altura, o movimento Black Lives Matter chegou a contar com o apoio de quem não costuma intervir no espaço público – os atletas profissionais. Foi em Julho que as estrelas da NBA LeBron James, Carmelo Anthony, Chris Paul e Dwyane Wade subiram ao palco dos ESPY Awards para pedirem o fim da violência. No entanto, um mês mais tarde, um protesto silencioso, que passou duas semanas despercebido, teve incomensuravelmente mais impacto. O protagonista? Colin Kaepernick, quarterback dos San Francisco 49ers. Atualmente em 2021 com Covid a resurgir é uma abordagem boa e perceber que a Europa não é os EUA. A série é passada nos anos 70 do século passado.
Os anos de formação de C até chegar a NFL serão retratados em sua nova minissérie na Netflix, Colin em Preto e Branco, criada por Ava DuVernay, indicada ao Oscar pelo documentário A 13ª Emenda, de 2016.
Kaepernick esteve no centro de uma tempestade nos media em 2016, quando ele e seu colega de equipe do San Francisco 49ers, Eric Reid, tomaram a decisão de se ajoelhar enquanto o hino nacional dos EUA era tocado. Foi notícia mundial!
Eu percebo a luta do Colin, nos anos 70 a luta do "homem negro" era dura, ainda é e a verdade é que eu acho que a luta é entre a riqueza e a pobreza. O Colin teve de provar na sua juventude que a cor não interessava e ele provou isso.
A série menciona Christoph Meiners e sinceramente, qual a razão de mencionar um filósofo que simplesmente tinha ideias que ele próprio contrariava. Em 1780 o pensamento humano, que está em constante evolução, era um fervilhar de ideias e do conhecimento do mundo que não tínhamos. A minha crítica à série é que não é um documentário, é um programa ficcional de televisão e ao colocarem factos que não estão corretos é algo que, enfim.
Colin continua na mesma moeda de misturar as coisas. O protesto que ele fez em 2016 estava correto se fizesse na maneira certa, nos modos certos. Ele aprendeu e a série é como um influenciador
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