Parecia que a franquia Predador ficaria um bom tempo encostada depois do tosco filme de 2018 dirigido por Shane Black, e com os direitos indo para a Disney. Mas não, uma nova chance foi dada para o caçador alienígena com O Predador: A Caçada.
1971, Naru, uma jovem Comanche treinada como curandeira, sonha em se tornar uma grande caçadora como seu irmão, Taabe. Enquanto rastreia cervos com seu cachorro, Sarii, ela testemunha as luzes de uma espaçonave alienígena Predator, que ela interpreta como um Thunderbird, tomando isso como um sinal para provar seu valor. Na aldeia, um dos caçadores de sua tribo foi levado por um puma. Taabe diz que Naru pode participar do grupo de busca, mas apenas para ajudar a rastrear o puma e fornecer tratamento médico se encontrarem o caçador vivo. Eles recuperam o caçador ferido e partem, embora Taabe fique para trás para encontrar e matar o leão da montanha. Encontrando grandes rastros incomuns e uma cascavel meticulosamente esfolada, Naru volta com Paake e encontra Taabe. Juntos, os três armam uma armadilha para o leão da montanha, mas ele mata Paake.
Naru enfrenta o grande felino em um galho de árvore, mas depois de se distrair com os estranhos sons e luzes do Predator à distância, cai e bate com a cabeça. Ela acorda na casa de sua família, tendo sido carregada por Taabe. Mais tarde, ele retorna à vila carregando o leão da montanha morto, ganhando o título de Chefe de Guerra. Convencidos de uma ameaça maior que nunca viram antes, Naru parte com Sarii. Ela se depara com um rebanho de bisões esfolados deixados para apodrecer nas planícies; perplexa com o desperdício de matança, ela faz uma oração por seus espíritos. Eventualmente, ela tropeça em um pântano cheio de lama, que quase a engole antes que ela escape. Naru e Sarii são posteriormente atacados por um urso pardo. Enquanto eles fogem para salvar suas vidas, o urso é morto pelo Predator, dando a Naru tempo para escapar antes de encontrar um grupo de Comanche enviado para encontrá-la. O Predator embosca e mata os homens em combate, enquanto Naru é pego em uma armadilha de apoio; o Predator sai porque não a vê mais como uma ameaça.
Dirigido por Dan Trachtenberg (Rua Cloverfield, 10), O Predador: A Caçada é disparado um dos melhores filmes da franquia, já que explora muito bem o potencial do personagem e sua ambientação, aqui bem minimalista.
Dan Trachtenberg conseguiu reinventar o enredo do filme e não sabemos se háverá outras reinvenções. O enredo é situadO no século 18, servindo como um prelúdio do filme original de 1987. A história aborda a tribo Comanche com a protagonista Naru (Amber Midthunder), uma guerreira feroz e altamente qualificada. Ela foi criada à sombra de alguns dos caçadores mais lendários que vagam pelas Grandes Planícies, então quando o perigo ameaça seu acampamento, ela decide proteger seu povo. A presa que ela persegue, e finalmente confronta, acaba sendo um predador alienígena altamente evoluído com um arsenal tecnicamente avançado, resultando em um confronto cruel e aterrorizante entre os dois adversários.
Amber Midthunder é uma grata surpresa. Sua atuação é satisfaz a partir do momento que vemos sua personagem evoluir com suas habilidades sempre a frente de sua tribo. Sendo mulher, ela acaba sendo subestimada, inclusive pelo próprio Predador, que chega na tribo sem rodeios. Seu objetivo é o mesmo dos outros alienígenas: encontrar alguém à altura para desafia-lo.
A direção de Dan Trachtenberg é segura e explora com eficiência os momentos de tensão e a evolução de Naru e do próprio Predador. Embora sua tecnologia seja avançada, o filme deixa claro que se trata de um caçador ainda com equipamentos menos evoluídos do que os filmes posteriores. Já Naru, também precisa se equipar pois sabe que o grande desafio para ser respeitada em sua tribo é algo maior que qualquer urso ou leão que encarou.
As sequências de ação sempre em planos abertos destacam que o perigo iminente pode vir de qualquer lado. Sendo assim, Naru precisa analisar o Predador e usar muito mais que pedras, machadinhas e arco e flecha. Seu instinto de sobrevivência precisa fluir.
Podiamos descrever o enredo, mas o filme merece ser visto com toda a atenção, porque temos uma composição excelente do universo Predador.

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