Black Adam


 A inserção do espetador num universo é algo que os argumentistas têm de realizar. O espetador tem de se familizar espaço-temporalmente no roteiro, no local, a não ser que estejamos num universo como o do Game of Thrones ou do Senhores dos Anéis.

“Black Adam” é mais um daqueles filmes de super-heróis que simplesmente não temos entrosamento. Cidade imaginária de Khandaq que padece, ao mesmo tempo, de gigantismo – ver o descomunal e tonitruante aparato de efeitos digitais — e de nanismo – ver a indigência infantilóide da história, com muito abuso da câmara lenta para armar ao “dramático” e permitir aos super-heróis fazerem “poses” devidamente super-heróicas durante as sequências de combate.

Nem mesmo o Pierce Brosnan que faz de Dr. Destino consegue dar credibilidade ao filme. Pedimos desculpa por sermos tão maus, mas o filme foi mau.

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