The Good Nurse

 


Realizado por Tobias Lindholm, a narrativa centra-se sobretudo na sua colega, Amy Loughren, que foi essencial para que o serial killer fosse capturado. Mãe solteira, Amy era uma enfermeira bondosa que sofria de um problema cardíaco potencialmente letal. Isso levava-a a muitas vezes chegar perto dos limites, tanto físicos como emocionais, nos duros turnos no hospital.

Numa noite em que estava de serviço, Loughren fica com dificuldades sérias em respirar e quem a ajuda é Charles Cullen, seu novo colega, que parecia alguém simpático e bem intencionado. Loughren chegou mesmo a colapsar durante o trabalho, tendo de ela própria ser levada às urgências e receber um pacemaker.

Partilhando longas noites de trabalho no hospital, os dois formam uma amizade sólida. Amy Loughren até leva Charles Cullen a conhecer as suas filhas. Pela primeira vez em muito tempo começa a ganhar esperança no futuro — no seu e no da sua família. Mas uma série de mortes misteriosas de pacientes no hospital abala tudo.

É um filme dos anos 80.  Na vida real Charles alistou-se na Marinha mas acabou dispensado. Depois tornou-se enfermeiro, profissão onde acreditava que se encaixava, e foi uma ocupação que manteve cerca de 15 anos. Eventualmente casou-se e teve duas filhas, mas a relação terminou graças aos comportamentos erráticos de Cullen. A ex-mulher interpôs várias providências cautelares para que ele não ficasse sozinho com as filhas.

Quando foi detido pela polícia em 2003, Charlie tinha 44 anos. As autoridades conseguiram identificar 29 vítimas, Charles Cullen disse que o número rondava as 40, mas a polícia acreditava que, na verdade, cerca de 400 pessoas teriam sido vítimas dos atos de Cullen. O enfermeiro era relativamente discreto: matava as suas vítimas com overdoses de medicamentos, nomeadamente insulina.

É um filme que tem uma boa história, a interpretação dos atores é excelente e toda a composição cinematográfica encaixa na perfeição.

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