Pinóquio de Guillermo del Toro

 


Já há muitos filmes sobre este personagem. A narrativa original é do livro italiano “As Aventuras de Pinóquio”, escrito por Carlo Collodi e publicado em 1883. ​​“Nenhuma expressão artística influenciou mais a minha vida e o meu trabalho do que a animação e nunca me senti tão ligado a nenhuma personagem como à do Pinóquio”, explicou Guillermo del Toro, em 2018. “Desde que me lembro que queria fazer este filme.”


São vários os momentos musicais, também idealizados pelo realizador, na banda sonora de Alexandre Desplat, que aliviam alguma tensão na narrativa. Pinóquio (voz de Gregory Mann) é esculpido a dor e desespero por um Gepeto (voz de David Bradley) barbudo, ternurento, que chora a morte de um filho pequeno de carne e osso. É a voz do narrador (Ewan McGregor), Sebastian J. Cricket, o Grilo Falante em português, a guiar o espectador pela história. Na Itália fascista de Mussolini, os anos da II Guerra Mundial alavancam esta fábula sobre pais e filhos imperfeitos, perda, amor e medo do desconhecido, sem efeitos especiais.


Foi uma boa reinvenção da história e da narrativa. Guilhermo tem uma obra prima e que continue elaborar muitas histórias.

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