Bob Marley: One Love

 


Não é o típico filme biográfico porque a linha temporal vai recuando e depois vai para cronologia do enredo.  “Bob Marley: One Love”  mostra a vida de Bob já num período avançado da vida do cantor, o filme faz uso de flashbacks para mostrar pequenos trechos da infância de Marley, nomeadamente o sofrimento provocado pelo abandono do pai, mas não só. É também através de imagens do passado que temos acesso a uma perspetiva de um ainda jovem Bob que conhece Rita, com quem se viria a casar anos mais tarde, permanecendo juntos até ao final da vida do cantor. A longa-metragem mostra-nos, de forma bastante clara, que Rita Marley foi um verdadeiro suporte para o artista, quase minimizando-se para que o seu marido fosse a estrela que todos conheceram. Em suma, Rita Marley é a perfeita definição do velho ditado que reza que ‘por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher’. E o filme mostra-nos isso mesmo, evidenciando Rita como back vocal de Bob & The Wailers, a mulher que aceita os filhos de Marley resultantes de casos extraconjugais, a esposa que quase morre por ser mulher do proeminente artista e a fiel companheira que nunca desiste de estar ao lado de Bob Marley.

A banda sonora é simplesmente fantástica e é um bom filme em que ficamos a conhecer a sua história. É no minuto 59:14 que ficamos a ver o momento, em Londres em 1977, Bob magoa o dedo grande do pé direito num jogo de futebol. Como consequência do ferimento não tratado, a unha do pé caiu. Somente em 1980, quando o ídolo passou mal no palco numa concerto nos EUA, descobriu-se que na verdade ele tinha uma espécie de cancro de pele raro, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob a sua unha. A recomendação médica foi para que amputasse o dedo, mas ele recusou o procedimento devido à crença rastafari.

Bob não era perfeito, a vida dos concertos pelo mundo tem repercussões num casal. Estavamos com receio que Kingsley Ben-Adir não estivesse à altura, mas está. 

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