Ebony (Andra Day), mulher que vive às turras com os três filhos e sua mãe Alberta (Glenn Close). Aliás estranhos a presença desta atriz neste filme. Achamos que se ela não estivesse neste filme nós não o veríamos.
Deixada pelo marido que está no exército (atualmente servindo no Iraque), ela tem ataques constantes de fúria e nem de longe poderia ser encaixada numa ideia de parentalidade responsável. Aliás, Ebony é frequentemente cobrada pelos seus pecados do passado, sobretudo lembrada pela mãe dos antigos rompantes de agressividade depois de bebedeiras homéricas, por exemplo. Lee Daniels aborda a personagem a partir do estereótipo da mulher negra raivosa, vide a quase incapacidade de Ebony de ter momentos de quietude, paz e prazer. Ela está sempre em pé de guerra com o mundo, fazendo questão de demonstrar a sua irascibilidade sem qualquer nuance.
No final de The Deliverance, o filho de Ebony, Andre, é possuído pelo demónio da casa. Ebony e Rev. James realizam um exorcismo, mas não funciona facilmente. André age como se quisesse deixar de ser possuído, mas depois fica furioso e joga a água benta que Ebony lhe dá. Andre então transforma-se em Alberta, que já faleceu. O demónio depois transforma-se em Ebony, que representa o relacionamento difícil que ela tem com sua mãe e a dor que sentiu ao longo da história. Ebony vence o demónio ao lembrar o quanto ela se preocupa com sua família e também ao pedir ajuda a Jesus. Ebony e os seus filhos mudam-se para a Filadélfia para um novo começo. Tudo indica que Ebony e o seu marido vão resolver as coisas em seu casamento.
O argumento é assinado por David Coggeshall e Elijah Bynum.
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