O Homem na Minha Cave

 


É o primeiro filme onde Corey Antonio Hawkins é o protagonista e que estamos a apreciar...  Willem Dafoe e ainda não vimos o Esquema Fenício, gostamos do seu papel em Nosferatu, Pobres Criaturas, Dentro, Platoon, entre outros...

O filme é lento, Charles Blakey, um afro-americano que vive em Sag Harbor, está preso na rotina, sem sorte e prestes a perder sua casa ancestral quando um peculiar empresário branco com o nome Anniston Bennet (Willem Dafoe) que se oferece para alugar seu porão durante o verão.a cerca de meia hora do filme... as coisas começam a ficar interessantes.

Bennet paga ao Charles para ele ficar preso dentro da sua cave o Verão todo. Charles é convencido e ele mostra umas máscaras africanas (que pertencem aos seus familiares falecidos) ao Bennet. Este com um canivete retira parte da pintura de uma máscara e diz-lhe que são feitas de ouro.

Charles pergunta ao Bennet qual é a razão de ele estar a fazer isso e o Bennet diz que ele não está a ser procurado pela polícia. Passados uns dias, com Charles disposto a devolver o dinheiro o Bennet diz que ele era um contabilista da Máfia e disparou contra um homem... Long story short o Bennet sabia de toda a vida de Charles e ele é razão do Charles estar prestes a perder a casa.

O enredo é profundo e a inexperiência da realizadora não soube transmitir o "sumo" do livro de Walter Mosley. Sabemos que Mosley também está nos crédtidos do argumento, contudo mesmo com o escritor ficamos confusos no final.

No livro as alusões raciais no livro são claras. Bennet usa uma fechadura antigamente usada em navios negreiros para se trancar no porão de Blakey; a fechadura força Blakey a refletir sobre o fato de que nenhum de seus parentes jamais foi escravizado, algo que o separa da maioria dos outros homens negros nos Estados Unidos. Bennet está interessado em fazer penitência por uma série de coisas: seu poder, sua riqueza e o privilégio que carrega como um homem branco de uma boa família. Em uma estranha inversão de papéis, Blakey, o homem negro, está livre, enquanto Bennet permanece preso, e a dinâmica força Blakey a refletir sobre como o mundo funciona de uma forma que ele nunca havia feito antes.

Da mesma forma, Mosley se interessa pelas semelhanças entre Blakey e Bennet. Enquanto Bennet se aprisiona, restringindo fisicamente sua capacidade de acessar o mundo exterior, Mosley argumenta que Blakey também está aprisionado – sua prisão é psicológica. Enquanto Bennet está isolado do mundo exterior em um porão, Blakey se isola do mundo com álcool, mulheres e uma falta de motivação ou curiosidade sobre o mundo ao seu redor. No entanto, um relacionamento com uma curadora, que surge depois que Bennet encontra máscaras tribais africanas escondidas no porão de Blakey, faz com que Blakey reconsidere sua abordagem indiferente à vida.

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